O realizar de um desejo... Parte 5

A mudança de Daniela não era a dele.
Ou ela não percebe, ou ela não quer perceber. Mas Pedro já não quer saber. A mudança foi boa. Foi uma das suas primordiais ambições concretizada; o desejo de liberdade! Sim, Pedro estava livre. Trazia-lhe felicidade o facto de não ter mais infelicidade com Daniela e trazia-lhe infelicidade o facto de não ter mais felicidade com ela. Mas estava livre e era a liberdade que importava, naquele momento. Tinha gasto todas as palavras possíveis e imaginárias, tinha movido mundos, tinha tentado fazer o mundo dela girar ao contrário. Que anti-natural! Pedro estava normal, Pedro sempre tinha sido normal, independentemente do que achassem. As suas variações de humor tinham justificação.
‘Livre’, repetia Pedro para si. Teria Pedro confundido os seus conceitos? Como poderia sentir-se leve quando tinha acabado de cometer o acto mais pesado de que tinha memória?
Agora… Como terá Daniela ficado?
Sentiria Daniela que, afinal, seria agradável terem tido algo mais? Sentiria ela que Pedro era e tinha sido o que ela sempre quis, sempre precisou? Sentiria ela que ele era, realmente, importante? Sentiria sequer a falta dele?
Agora, com a mudança instaurada, não haveria mais dor, não haveria mais amor. Tinha-se neutralizado a antítese.
Mas faltava algo… Mas isso, isso falta sempre. Não temos as respostas todas, não somos perfeitos; nem lá perto. No entanto, faltava algo mais que o normal…
Na sua fortaleza segura, no seu quarto, Pedro inicia a redacção da carta mais negra da sua vida.
“Queridos familiares, queridos amigos, querida ‘tu’,
(…)”

Fim da Parte 5

4 comentários:

Dupé disse...

Nós, como seres racionais, por vezes complementamos a nossa cpacidade racional com sentimentos fertéis e completamente certos, mas possivelemente errados, em alguns casos. Teremos assim de pensar cá para dentro e não dizer: "livre", mas sim, "livre, mas comprometido com alguém", assim teremos sempre a nossa companhaia, para aqueles momentos em que poder-nos-emos sentir mais débeis.

Tanto como um rapaz, como uma rapariga, não podem, devem ajudar nesta difícil tarefa.


E sim, de certeza que Daniela deverá querer algo mais, mesmo não assumindo...

Ana Jorge disse...

Nem sei o que dizer.. Estás muito confuso e nem sei como te ajudar.. Talvez as palavras amigas sirvam só por si x) e nesse caso. estou sempre pronta a ajudar =D

Sempre aqui, para TUDO, *@

*Satu* disse...

Ao ler esta parte da historia, pensei.. Ao tomarmos dicisoês, ao estabelecermos escolhas na vida, existe sempre um momento em que nos oerguntamus o que aconteceria se tivesse ido por outro caminho, o que sentiria se tivesse escolhido a segunda opçao...
NC SABEMOS A RESPOSTA..
O "secondlife", retrata bem esse sentimento, esse conflito que passamus em nossas vidas.
A Daniela n saberá komo teria sido se tivesse ariscado o amor de pedro.

Anónimo disse...

não sei se esta história é real ou não mas se gostas dela devias dizer-lhe o que sentes. Nunca sabes o que ela poderá vir a dizer.
Escreves muito bem! Parabéns e boa sorte com isso.