Aspiro a algo mais que simples felicidade.
Gostaria que sentisses saudade;
Eu gostava de sentir saudade!
Preferia que importasses…
Preferia que fosses ajuda, mas não.
Tu és algo que muda; em constante variação.
E eu não posso mais com uma amizade
Que é uma oscilação.
Continuidade, estabilidade.
É tão difícil assim?
Como sei que, para ti,
A resposta é sim,
Só me resta, a mim,
Finalmente, realizar
Poderoso ultimato.
Ou temos tudo
Ou não temos nada,
Pois não suporto este mar vasto
Que nos está constantemente a afastar.
Afasta-te de vez
Ou aproxima-te.
Não vês?
Deste modo é que não dá.
Não és mais minha m.a.
Agora escolhe o que pretendes ser…
RP
Tempo... Parte 9
Tempo…

O tempo define as nossas vidas. Os intervalos, períodos, momentos, instantes caracterizam a nossa existência. O tempo não pára; não pára por ele, não pára por ela. Não pára nem para ele, nem para ela. Talvez um dia… talvez um dia…
As noites e os dias tinham passado a uma velocidade estonteante; cada momento parecia pouco. O tempo corre como um louco. Correria cada vez mais depressa. Já estava em contagem decrescente…
A escuridão paira no Pedro, a confusão paira em Daniela. Sentiam algo que cada vez os unia mais, algo sempre presente; já era impossível de ignorar e cada vez estava mais forte. Ele não tinha modo de saber o que ela achava, Pedro era incapaz de aceder à profunda consciência de Daniela; aqueles cantos e recantos, aqueles pensamentos e memórias, risos e choros, todas as perguntas e respostas, a vastidão daquele labirinto impossível de percorrer, caminho sinuoso – Pedro não sabia, mas desejava; desejava que ela sentisse o mesmo. Pedro não tinha certezas; nem que sim, nem que não. Eles estavam muito próximos, ele não se queria afastar, mas Daniela também só se continuava a aproximar. Será que ela…? Pedro tinha arranjado uma questão, mas cabia a Daniela respondê-la. Ditará o tempo a resposta por ela; a resposta dela?
As noites e os dias tinham passado a uma velocidade estonteante; cada momento parecia pouco. O tempo corre como um louco. Correria cada vez mais depressa. Já estava em contagem decrescente…
A escuridão paira no Pedro, a confusão paira em Daniela. Sentiam algo que cada vez os unia mais, algo sempre presente; já era impossível de ignorar e cada vez estava mais forte. Ele não tinha modo de saber o que ela achava, Pedro era incapaz de aceder à profunda consciência de Daniela; aqueles cantos e recantos, aqueles pensamentos e memórias, risos e choros, todas as perguntas e respostas, a vastidão daquele labirinto impossível de percorrer, caminho sinuoso – Pedro não sabia, mas desejava; desejava que ela sentisse o mesmo. Pedro não tinha certezas; nem que sim, nem que não. Eles estavam muito próximos, ele não se queria afastar, mas Daniela também só se continuava a aproximar. Será que ela…? Pedro tinha arranjado uma questão, mas cabia a Daniela respondê-la. Ditará o tempo a resposta por ela; a resposta dela?
Fim da Parte 9
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