Falácias, utopias, sonhos... realidades?

A plenitude é uma falácia… O amor é uma utopia… Atingiremos o mundo perfeito? Somos seres, somos humanos, somos ambiciosos, somos racionais, por vezes até demais. Procuramos sem cessar o pleno estado de bem-estar, aspiramos a uma felicidade permanente, um sentimento profundo e plenamente agradável, seja a pura liberdade ou o honesto amor… Nunca nos consideramos completamente felizes, pois somos demasiado ambiciosos e aspiramos a algo sempre superior ao que possuímos! Não critico completamente esta característica, porque bem sei que sempre teve carácter importantíssimo no progresso, na evolução, na mudança, na ascensão de pessoas ao poder, no derrubar de governos, no criar de civilizações, na destruição de outras… Tudo depende na finalidade que pretendemos atingir e que meios usaremos (se alguns) para atingir esse fim. No entanto, é verificável que esta particularidade nos leva a uma constante insatisfação… E isso impede-nos de atingir a ‘plenitude’. Esse estado pleno é uma falácia, um paradoxo e o amor, associado a esse estado, é uma utopia. Uma utopia que talvez possa ser atingida, se as pessoas se empenharem… E pode ser que isto se aplique tanto ao amor entre duas pessoas como à ideia de um mundo livre de poluição, um mundo justo, um mundo sem fome, sem sede, com desenvolvimento sustentável e com uma gestão adequada dos recursos – um mundo perfeito (?). Seria pedir muito? Eu sei que sou uma pessoa ambiciosa, aspiro a algo mais que a própria existência, sobrevivência; gostaria de marcar, fazer a diferença, mas tenho de manter os pés assentes no chão, tenho de ser realista, embora a ambição seja uma constante.


Novamente, com um amontoado de palavras, de uma série de temas, umas confusões, criei um texto quase incompreensível. Bolas! Que mistura de ideias, conceitos, sentimentos verdadeiros! Este pequeno espaço tem-se tornado refúgio de sentidos, mas não o refúgio mais seguro. O refúgio em que mais confio é ‘em vós’. São vocês que me alegram, mas que também me põem triste. São vocês que brincam, mas que também são sérios. São vocês os sabichões, os brincalhões, os amigões a que me habituei. São vocês que ainda têm paciência para ouvir o que digo e ler o que escrevo. São vocês que ajudam no meu suporte. São vocês que ajudam a tornar a minha vida ainda mais doce, mais crocante e mais colorida. São vocês que a tornam querida como um boneco de neve fofinho. São vocês que me fazem querer continuar a sorrir. São vocês, os que conseguiram interpretar a sua dedicatória, que me ajudam! São vocês!


RP

1 comentário:

Dupé disse...

Comentar uma coisa tão alegre, por um electrão não convém pah..... E vê-la se passas a pôr os textos aqui para pder comentar num só lado xD.

Continua a escrever!