Tinha acabado a aula de inglês para Daniela. Assim, esta apanha o autocarro; bendito 9 que passa pelo viaduto… Lá, ela vê alguém, alguém que lhe soa familiar, alguém olhando o Tejo, olhando o futuro, olhando a luz… mas, principalmente, vê alguém sentado nas barras de protecção, com os pés balançando do lado de fora. Aí apercebe-se e grita! Grita pelo amigo, grita por si, grita do fundo, por um amor profundo. Confunde-se com isso, mas continua a gritar. As poucas pessoas que iam no autocarro olham para ela com medo; o motorista trava e olha também para ela. Daniela pede, então, e ainda a gritar, que lhe abram as portas! Quer sair! O senhor não tem grande hipótese senão fazer o que a passageira gritante pedia (ou exigia berrando). Sai no fim do viaduto e sai correndo. Corre rápido, trepa, num instante, o bocado de passeio que faltava até ao ponto mais alto, deixando lágrimas para trás (o que era muito raro). Ali chegando, nota em Pedro e Pedro nota em Daniela. Ele desvia o olhar, mas ela não. Ele põe-se de pé do outro lado das barras de segurança e pede que Daniela se afaste. Ela não o faz; ela aproxima-se e toca-o na cara. “Não!” … Daniela não quer que ele fuja nem que morra, claro! Daniela, apesar de tudo, precisa dele. Daniela diz-lhe isso. Pedro não quer mais fugir, nem quer mais sair. Ele quer agora entrar. E apesar de ter pensado em dizer a Daniela que não suportava estar ao pé dela, no passado, que ela só lhe trazia dor e muita confusão, Pedro, agora, não quer sair nunca mais do lado dela. Começa a trepar para sair daquele sítio horrível e daquela condição miserável. Vai subindo as barras, uma a uma… Daniela estica a mão. Pedro agarra-a. Pedro escorrega. Ela mantém-se firme, mas dá um grito psicológico.
Tinha sido apenas uma pequena escorregadela! Pedro tinha posto o pé em falso e o peso do saco tinha feito parecer algo que não era.
Logo que a situação se resolve, ele senta-se com ela no chão vermelho da ponte e fazem planos tendo, como fundo, as luzes pequenas, mas muito brilhantes de Lisboa. Luzes de esperança.
Tinha sido apenas uma pequena escorregadela! Pedro tinha posto o pé em falso e o peso do saco tinha feito parecer algo que não era.
Logo que a situação se resolve, ele senta-se com ela no chão vermelho da ponte e fazem planos tendo, como fundo, as luzes pequenas, mas muito brilhantes de Lisboa. Luzes de esperança.
Fim da Parte 7

2 comentários:
Quando se sai de uma aula e quando se sente que algo não está bem e temos de estar num compartimento (autocarro neste caso) fechado, o nosso lhar é desviado para one existir mais ar, neste caso, o mar. Para uma pessoa decifrar um vulto ao onge é preciso conhecê-l muito bem, e possivelmente é o acontece com vocês. Porém, repentinamente, admiro-me com a reacção do Pedro, se fosse eu eu quando via Daniela a aparoximar-se, atirar-me e ela aí, sentiria remorços... mas se o esvritor decidiu escrevÊ-la assim, é porque ou se sente confuso, ou os sentimentos não são uniformes....
fikou muit giruh, o facto de teres incrementado a realidade na historia, - o dia dos namorados-
..bjs grandes*
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