Ele, Ela; Daniela... Parte 1

Ele telefonou, mas ela não atendeu. O horário tinha sido concebido para os tramar, pelo menos este ano. Sozinho, desolado, pensava no passado e tentava imaginar um futuro bom, mas o seu pessimismo era muito grande. Como era possível ver apenas desgraças à sua frente? Pedro, uma pessoa muito racional, muito filosófica, tenta arranjar justificações lógicas para se convencer de que não dava, que, dali para a frente, era impossível ser feliz. Disparates, portanto. Daniela, na outra ponta do mundo – ou assim o parecia -, não pensa assim. Daniela não pensa sequer, conclui Pedro. Na sua escola fria, ele vagueia os corredores frios, sem companhia, tenta encontrar significado para a sua existência. Mas as perguntas são, como sempre, mais que as respostas.
Escola de Daniela, espaço vazio, espaço aberto, colorido, mas escuro, com sol, mas gelado e profundo local mais superficial. Como Pedro odeia aquela escola… é uma batalha, no fundo, uma rivalidade. Que não se ganha à força – não! Claro que não! Mas também não parece resolver-se através de palavras. O egocentrismo de ambos será assim tão forte? As pessoas vivem esta vida sem lhe dar grande sentido – são poucas as que dão. Vivem a correr. O tempo passa tão depressa e não pára de passar; não pára por nós. Assim sendo, porque não dar valor às pessoas? Pequenos gestos, grandes perguntas, ansiedade. De ambos? Talvez. Talvez não. Só de Daniela? Pedro sabe que só dela não é. Só dela, não! Dela? Talvez não, também. Só dele? Que egoísmo!
A amizade é bonita, todos falam nela, nem todos a praticam verdadeiramente. Seres humanos mesquinhos…
Toca a campainha para um, não para outro. O telemóvel toca, Pedro não atende. Pedro não tem vontade de continuar.


Mas isto continua… Fim da Parte 1

Agradecimentos:
· Duarte – inspiraste-me com o teu estilo
· Ana – a tua presença é sempre positiva
· Satu – palavras significantes
· Todos vocês ^^

4 comentários:

Dupé disse...

A história tem um início incerto, o que dá uma impressão para o leitor pensar o que aconteceu antes, ou mudar a história, seguindo os teus parágrafos.
DE certa forma, o fim da primeira parte não dá para imaginar muito, mas dá para imaginar tudo, quando estamos cheios de criatividade.

Estou desejoso de ver a próxima parte.

DP

Ana Jorge disse...

oh =')

Lindo, cheio de sentimentos, cheio de emoção, não desprezando a correcção com que escreves. Tens muito jeito. Tu e o Duarte parecem ter nascido para as histórias.

Força aí!

Beijinhos da protão *@

*Satu* disse...

Adorei a história..
..um começo empolgate..tivbe vontade de ler até ao fim e assim o fiz!
..esta primeira parteja me diz muit, e fiko bastante feliz por servir de inspriraçao para algo tao bem feito.
ps: a amizade, tem de deixar de ser apenas uma palavra, ela é muit mais do que isso. Estas.te a revelar um bom amigo:)

Anónimo disse...

Há muitas pessoas que tentam perceber o sentem,ficam confusas sem saber se devem dizer ou não a pessoa de quem gostam, se o devem dizer ou não, o que esta vai achar, se isto influenciara a vossa amizade, e assim sucessivamente.E muitas vezes através desse processo essas pessoas acabam por medo, ou até por racionalizarem os seus sentimentos não dizerem a pessoa de quem gostam aquilo que realmente sentem.
Penso que essas pessoas deviam tentar modificar a sua maneira de ser um pouco...tentar ser mais impulsivas, mais desinibidas!As dúvidas que ocorrem quando estas apaixonado, ocorrem a toda a gente, apenas alguns tem mais facilidade em lidar com isso do que outros. Provavelmente ela nem sabe o que e que tu sentes por ela..devias arriscar e dizer-lhe, senão viveras sempre com essa dúvida," e se"...